quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Rip Curl Pro Search IV



E a Campeã do Rip Curl Pro Search Portugal é Coco Ho. A havaiana sagrou-se vencedora depois de disputar a final com Chelsea Hedges, prova que se realizou no Pico da Mota. Esta é a 1ª vitória de Coco Ho no WCT, até porque a surfista tem apenas 18 anos. Depois deste resultado, Coco subiu do 5º lugar da tabela para 3º. Stephanie Gilmore teve a pior prestação da época, mas mesmo assim continua em 1º lugar.

Vista rosa...

E amanhã é Dia Nacional de Prevenção do Cancro da Mama. Para assinalar a data, que tal vestir de cor-de-rosa?

PS - Imagem retirada do site da Rádio Renascença (http://www.rr.pt/) ...as suas locutoras dão o exemplo!

Bodas de ouro

E faz hoje 50 anos que estas personagens - e seus companheiros - viram a luz do dia ;) PARABÉNS!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Rip Curl Pro Search III

E o Campeão do Rip Curl Pro Search Portugal é Mick Fanning. O australiano venceu a nona e penúltima etapa do Circuito Mundial ASP de surf, ganhando o seu terceiro título do Rip Curl Pro Search, o que o deixa mais próximo do Título Mundial.
Hoje, a prova prossegue no Pico da Mota, perto dos Belgas, com o round 1 feminino na água.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A palma e a mão

Gosto desta música. "A palma e a mão" é a faixa que dá nome ao mais recente álbum de João Pedro Pais, lançado em finais do ano passado, e que conta com participações exclusivas de Jorge Palma, Pedro Abrunhosa e Zé Pedro.

(...) E se partires de manhã
deixa a sombra e o chão
esta noite eu e tu somos a Palma e a Mão

E no nome que te dei
tu já tens onde acordar
amanhã eu não sei
quem te vai abraçar
e então voltas do nada
sem pecado ou perdão
esta noite eu e tu somos a Palma e a mão (...)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Saramago, Caim e as religiões II

Para encerrar este capítulo sobre as declarações de Saramago acerca da Bíblia, ou melhor, do Antigo Testamento, sugiro a leitura dos seguintes artigos:
- o artigo do físico e professor universitário Carlos Fiolhais, no Público de 6ª feira passada, aqui transcrita de um blogue em que colabora.
Parecem-me artigos equilibrados, ao contrário de outros que foram publicados e que, no meu entender, eram demasiado agressivos para Saramago. Não sendo minha intenção agredir a pessoa do escritor, não os cito neste post, porque julgo que "tudo o que é demais não presta"...e os extremismos e insultos não conduzem a parte alguma.
Para os mais interessados, aqui fica também uma referência ao frente-a frente entre Saramago e Carreira das Neves, que pode ser visto na íntegra aqui.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Passagem das horas

A propósito da mudança da hora, que ocorre já na madrugada do próximo Domingo, dia 25 -devemos atrasar o relógio 60 minutos- deixo aqui um excerto de "Passagem das horas" de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa. Quem quiser ler o poema na íntegra pode clicar aqui.



"Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
(...)
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei
Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência,
Consangüinidade com o mistério das coisas, choque
Aos contatos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos,
Ou se há outra significação para isto mais cómoda e feliz.
(...)
Vi todas as coisas, e maravilhei-me de tudo,
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco - não sei qual - e eu sofri.
Vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos,
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda gente,
Mas para toda a gente isso foi normal e instintivo,
E para mim foi sempre a excepção, o choque, a válvula, o espasmo.
(...)
Multipliquei-me, para me sentir,
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,
Despi-me, entreguei-rne,
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente(...)"
Desenho de Júlio Pomar

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Saramago, Caim e as religiões

Ainda a propósito do post anterior, e já que nele falei em Saramago, hoje decidi dedicar-lhe este post. Não é porque seja fã do escritor, porque confesso que nunca consegui ler uma obra sua até ao fim (é capaz de ser um problema meu!); muito menos o sou da pessoa e da arrogância com que costumeiras vezes vem falar de Portugal e dos portugueses, bem como das convicções de cada um e, sobretudo, das dele próprio.

Vem o post a propósito da cruzada (e a escolha da palavra é propositada) que trava contra as religiões - que, segundo o próprio "...não servem para aproximar as pessoas nem nunca serviram"- e particularmente contra a Bíblia, neste último livro publicado que intitulou "Caim".
Saramago não percebe "...como é que a Bíblia se tornou um guia espiritual. Está cheia de horrores, incestos, traições, carnificinas."
E eu não percebo porque é que Saramago tem tanta necessidade de desacreditar um Deus que -segundo ele- nem existe, para vender livros! Até parece que a luta contra a "manipulação" prepertada pela religião é mais importante que a literatura.
Efectivamente, na Bíblia há relatos de tudo aquilo que diz - concretamente no Antigo Testamento, onde o autor foi buscar a personagem Caim.
A Bíblia é, na verdade, um conjunto de livros escritos em vários géneros literários (relatos históricos, salmos / poemas, epístolas/cartas, evangelhos (relatos sobre a vida de Jesus) - inspirado por Deus, para os que nisso acreditam- sendo que, a sua leitura não conduz o leitor, de per si, às acções nela relatadas. Nesse sentido não pode ser entendida como um manual e, muito menos, como "um manual de maus costumes", como o define Saramago.
É um livro com uma imensa carga simbólica, que não deve ser "lida à letra" e que -para ser verdadeiramente apreciada e entendida- requere algum conhecimento do tempo e dos lugares em que os livros que a compôem foram redigidos, da cultura e da história dos povos que nela vêm referidos e até dos idiomas em que foi escrita. A sua mensagem para os dias de hoje, cabe a cada um que a lê, ou ouve proclamar, retirar para si...se assim o entender.

Saramago também saberá - se efectivamente leu a Bíblia, como diz - que nela são igualmente numerosos os exemplos de amor ao próximo e os ensinamentos positivos, para além de conter belas peças literárias (independentemente do valor religioso que possamos, ou não, atribuir aos textos e às narrativas nela contidas)...mas isso não lhe interessa reflectir! Sim porque, para Saramago, o tema religião "É um motivo de reflexão, não uma fixação."
Ninguém diria!!!
Preocupou-se com a reacção dos judeus - que até não foi inflamada, mas que lhe responderam como ele merece, colocando-o no devido lugar - e surpreendeu-se com "a frivolidade dos senhores da Igreja". A mim não me surpreende a frivolidade do próprio Saramago ao fazer da religião "o ópio do povo"...porque no fundo é disso que se trata e, não é senão essa, a mensagem que quer passar.
Não concordarão com ele todos aqueles biliões de pessoas que, no mundo inteiro, vivem de boa fé a sua religião, sejam cristãos, judeus, muçulmanos ou hindus...só para referir algumas. Provavelmente porque têm necessidade de se ligarem a uma entidade superior, de se unirem aos outros que com ele (con)vivem... "re-ligare", é esta a origem do termo religião. Saramago não terá, porventura, essa necessidade. Ou terá conseguido colmatá-la com outras ideologias, já que é demasiado céptico para "crer" em algo.
É certo que, ao longo da história do mundo, houve (e continuam a haver) momentos particularmente infelizes, em que a religião justificou actos bárbaros contra o próximo (cruzadas, guerras santas, inquisição, leis que colocam em causa direitos básicos, etc). Mas felizmente que, hoje, são muito mais os exemplos positivos da acção da Igreja e dos ensinamentos religiosos por esse mundo fora que as consequências negativas da leitura da Bíblia. E esses, Saramago não os pode ignorar, por mais que queira.
Por mim,desta feita, também não quis ignorar as suas declarações...
Posso respeitar a sua opinião mas não quero respeitar a prepotência com que fala das convicções dos outros, partindo do princípio de que tem toda a razão do mundo...e por isso escrevi este texto.
Quem teve paciência para o ler até aqui também terá toda a liberdade para ler "Caim".
É que aqui não estão postas em causa as qualidades literárias do Nobel português, nem a possibilidade de fruição de uma obra literária já que, apesar do poder da literatura, ainda há que ter em conta a inteligência do leitor e a sua capacidade de interpretação e discernimento sobre o que lê...coisa que, Saramago, não parece reconhecer a quem lê a Bíblia!
A Igreja e a Sociedade, felizmente, evoluiram nalguns aspectos e hoje já não há livros negros, nem inquisição, nem listas de livros proibidos por ditaduras fascistas ou comunistas. "Caim" não constará em lista alguma deste género. Somos livres de ler o que bem nos apetecer e da leitura retirar o que de melhor nos puder dar!

Ps - Algumas das coisas que li para escrever este post:

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

João Tordo

Em Julho passado, na habitual Feira do Livro que a Associação Juvenil de Peniche nos proporciona por alturas do Verão, calhou-me na rifa apresentar o novo livro de João Tordo, "As três vidas".
Confesso que não conhecia o escritor nem a sua obra (três livros publicados entre 2004 e 2008) mas depois de ler "As três vidas" passei para o "Hotel Memória"e só não li "O Livro dos Homens sem Luz" porque não o consegui encontrar.

Gostei da escrita, gostei de conhecer o autor, gostei da conversa...e hoje gostei de saber que tinha ganho o Prémio Literário José Saramago! Parabéns João! Ficamos à espera do próximo...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pro Peniche

Aqui por Peniche estamos em contagem decrescente para o...

Para saber mais sobre este evento mundial surfe por aqui...Quanto às previsões metereológicas, espreite-as aqui. E tenha um bom fim-de-semana, ainda com sabor a Verão!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O jogo da verdade

Hoje acabo de ler o último romance de Sveva Casati Modignani publicado em Portugal: O jogo da verdade.
A autora não desilude, escrevendo mais uma história que, através do recuo a um passado recente (ou nem por isso) nos vai dando a conhecer as diferentes personagens da história, iluminando alguns aspectos mais sombrios do seu presente. É mais uma história que se lê "de um fôlego" e em que valores como a família, o amor, a felicidade e os afectos ajudam a superar momentos de vida menos bons ou traumas existenciais das personagens. É mais uma história de mulheres (em que os homens não deixam de ser protagonistas)...
E ao dizer "é mais..." não estou a menosprezar este O jogo da verdade.
Ao fim e ao cabo não será esse registo próprio, essa imagem de marca, que define o estilo de um escritor, que nos faz esperar ansiosamente pela sua próxima obra ?
Com Sveva Casati Modignani é isso que se passa. A sua escrita é-nos familiar e agradável. E esperamos sempre o seu próximo livro, depois de já termos lido todos os anteriores ;)
Para conhecer um pouco melhor esta autora vale a pena ver e ouvir esta conversa...e, já agora, ler os seus livros!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

It's a hard life

Já lá vão 25 anos desde que os QUEEN lançaram este It´s a hard life. E esta é uma das minhas músicas preferidas da banda liderada por Freddie Mercury que aqui demonstra mais uma vez porque ficou na história da música...a voz, o poder interpretativo e a excentricidade, que são a sua imagem de marca, estão bem presentes neste vídeoclip.


"It's a hard life
To be true lovers together
To love and live forever in each others hearts
It's a long hard fight
To learn to care for each other
To trust in one another right from the start
When you're in love."

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Pessoa e pessoas...

"Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
- três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente
[o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais,
[se puder ser,
Ou até se não puder ser..."
Fernando Pessoa

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Senhora de Aparecida

Porque hoje é dia de Nossa Senhora da Aparecida...Padroeira do Brasil.
Porque é sempre bom ouvir esta música ...
Porque é sempre bom ouvir Maria Bethânia...aqui fica esta versão de "ROMARIA" (celebrizada por Elis Regina) aqui com o extra de" Iansã ".

Sou caipira, pirapora, Nossa
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

E o Nobel da Paz vai para...

...Barack Obama.
O Nobel da Paz é um dos cinco prémios instituídos pelo inventor da dinamite , o sueco Alfred Nobel. Anualmente são distinguidas figuras nas áreas da Física, da Química, da Medicina, da Literatura e da Paz.

De acordo com a vontade de Alfred Nobel, este último deveria distinguir "a pessoa que tivesse feito a maior ou melhor acção pela fraternidade entre as nações, pela abolição e redução dos esforços de guerra e pela manutenção e promoção de tratados de paz".

Para saber um pouco mais sobre os premiados desde 1901 vá por aqui...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

(...)

"Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na acção.
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa! (...)"

in Reticências, de Álvaro de Campos

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Entrei no café...

...e pedi uma pintura de Van Gogh e um poema de José Gomes Ferreira:

"Entrei no café com um rio na algibeira
e pu-lo no chão,
a vê-lo correr
da imaginação...

A seguir, tirei do bolso do colete
nuvens e estrelas
e estendi um tapete de flores
a concebê-las.

Depois, encostado à mesa,
tirei da boca um pássaro a cantar
e enfeitei com ele a Natureza
das árvores em torno
a cheirarem ao luar
que eu imagino.


E agora aqui estou a ouvir
A melodia sem contorno
Deste acaso de existir
-onde só procuro a Beleza
para me iludir dum destino."

Imagem: " Cafe Terrace at Night", pintura de Van Gogh.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Vinde e vede!"...voluntários precisam-se!

A partir do passado dia 1 de Outubro a Bolsa de Voluntariado do Centro Solidariedade e Cultura de Peniche tornou-se uma realidade concreta, com um nome próprio: "Vinde e vede!" (numa alusão ao versículo 39 do 1º Capítulo do Evangelho de S. João).
A primeira valência do Centro Solidariedade e Cultura de Peniche (então designado Centro Social Paroquial) foi o Lar de Santa Maria, criado em 1956. Hoje, o Centro tem um Lar (com 70 idosos), um Centro de Acolhimento para crianças e jovens em risco (com 12 crianças/jovens), duas creches e dois jardins de infância (num total de 170 crianças).
A inscrição para ser voluntário numa destas valências pode ser feita na Secretaria Paroquial (Stella Maris) e implicará posteriormente uma entrevista e um programa de voluntariado que estabelecerá o compromisso entre o voluntário e a instituição.
Felizmente, em Peniche, o voluntariado também já é uma realidade noutras instituições...lembro o Núcleo de Voluntários da Associação Juvenil de Peniche, o Grupo de Voluntários do Hospital S. Pedro Gonçalves Telmo, a Missão Servir dos alunos de EMRC da Escola Secundária ou os Voluntários da Misericórdia, para citar os que agora recordo.
Com tanto por onde escolher, cabe a cada um saber o que poderá, e onde gostaria de dar, do seu tempo, em prol dos outros que mais precisam...Fica a sugestão!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Sonhar, lutar e viver...

Hoje é Dia Mundial da Música.
E se há música que fica no ouvido é este Fame,de Irene Cara som de marca do filme estreado em 1980 e da série que, nessa década, fez sonhar crianças, adolescentes e jovens. Falo também por mim, que sempre adorei a música, a dança e as artes em geral e para quem uma escola daquelas era um sonho.
Não fui por aí mas as preferências mantém-se e, hoje, não posso deixar de referir aqui o novo filme FAME que hoje estreia nas salas de cinema.
Sonhar, lutar e viver eram (e são) as palavras-chave da mensagem de FAME e um caminho para a felicidade que todos almejam(os) e as artes são uma boa companhia nesse caminho. Não é por acaso que já a vox populi diz que "Quem canta seus males espanta!"