quarta-feira, 26 de abril de 2017

Há músicas (muito) boas de ouvir! LXVI

Hoje é Dia da Produção Nacional. E, se o que é nacional é bom!, isso é incontestável no que à música diz respeito. Atrevo-me a dizer que nunca a música portuguesa esteve tão em alta, nos mais diversos géneros.
Um bom exemplo disso é a música que vos deixo hoje: "Falar de amor", de Carolina, um fado com letra de Carolina Deslandes e música de Diogo Clemente.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

25 de abril

" (...) é também possível que me queiras perguntar: então o que se pode fazer pelo 25 de Abril, para que ele não seja apenas uma data no calendário? E é uma excelente pergunta.

Eu, mesmo tendo muito poucas certezas, respondo-te sem hesitar: o melhor é fazer com a que a liberdade que o 25 de Abril nos trouxe ajude sempre a melhorar o que de bom há em nós e neste país tão antigo e tão vivido, que já atravessou oceanos, desbravou florestas virgens e levou língua, cultura e civilização a vários continentes. Esse é o verdadeiro sentido e principal conteúdo da liberdade.

E nunca te esqueças que a liberdade é, antes de mais nada, o respeito pelos outros e o respeito que os outros nos devem em função dos nossos direitos. A liberdade é a combinação entre os direitos e os deveres, sem que cada um invada o espaço que, por direito, pertence aos outros. 
Hoje tens nas tuas mãos esse tesouro de que muitas vezes nem te apercebes e que se chama LIBERDADE."                                                                                             (José Jorge Letria in "O 25 de Abrill contado às crianças...e aos outros", Terramar, 1999)

Ilustração: "O cravo não é um guarda chuva", pintura em acrílico sobre tela, da autoria do jornalista/pintor Marinho Neves

domingo, 23 de abril de 2017

Abril, mês da liberdade


Prestes a celebrar o 43º aniversário da Revolução dos Cravos, o concelho de Peniche anima-se com o habitual programa de festas. 
Pela minha parte destaco o Recital de Poesia de Abril, que a atriz Io Appolloni fará amanhã, 24 de abril, pelas 21h30 na Capela de Santa Bárbara/Fortaleza de Peniche. 

Dia Mundial do Livro


Porque gosto muito de livros, porque trabalho com livros, porque acredito no seu poder  encantatório e transformador...hoje não podia deixar passar em branco o seu dia.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Este fim de semana...


Amanhã, sábado, o Núcleo de Peniche da Amnistia Internacional (NPAI) promove a II Jornada do NPAI como tema "Privacidade, Segurança e Direitos Humanos". Terá lugar no Auditório da Escola Superior de Turisnmo e Tecnologia do Mar, entre as 14h00 e as 18h30, e um dos oradores será o Professor Adriano Moreira. De entrada  livre, o evento requere uma inscrição prévia através do e-mail amnistiainternacional.peniche@gmail.com ou do tel. 919802862. Saibam mais aqui.



À noite, pelas 21h30, será apresentado o novo livro de Fernando Engenheiro, "A nobre villa da Athouguia e suas povoações". A sessão terá lugar no Auditório da Sociedade Filarmónica União 1º de Dezembro de 1902, em Atouguia da Baleia.



No domingo, pelas 16h30 na Igreja de S. Pedro, o Coral Stella Maris dará o seu Concerto de Páscoa. Concerteza, um espetáculo a não perder neste tempo pascal!


Também neste fim de semana tem lugar o Peniche Trail- por caminhos de pinhal e mar, uma organização do Agrupamento de Escuteiros 512-Peniche. Saibam mais aqui e aqui.

BOM FIM DE SEMANA PARA TODOS!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Vacinação, jornalismo e fanatismos...

Uma das notícias do dia é a morte de uma adolescente, em virtude do sarampo contraído numa unidade hospitalar (Hospital de Cascais). A adolescente estava internada no dito hospital, com um diagnóstico inicial de mononucleose, tendo sido contagiada com sarampo por contacto com uma bebé de 13 meses, que não estaria vacinada (não se sabe se por opção familiar se apenas por atraso na vacinação, já que a vacina deve ser dada aos 12 meses). O estado da adolescente complicou-se -tendo desenvolvido uma pneunomia bilateral- e foi transferida para o Hospital da Estefânia, onde estaria a ser tratada, em isolamento. Segundo se sabe, a jovem não estaria vacinada contra o sarampo por em criança ter tido uma reação anafilática a uma outra vacina, porventura fruto de alguma falta de imunidade derivada de tratamentos para debelar um cancro, que teria tido em bebé. Ou seja: estamos a falar de uma adolescente com um historial clínico complicado desde bebé! 
Sei tudo isto porque ouço a RR, orgão de comunicação que, ao contrário de muitos, ainda faz um esforço por dar informação credível  e sustentada  aos seus ouvintes, em detrimento dos títulos sensacionalistas e algumas vezes infundados (quando se lê o corpo da notícia) que abundam por aí. 
E, tristemente, até o Expresso (jornal que tinha como referência de bom jornalismo) foi um dos que difundiu a notícia desta forma. O título "Mãe da jovem que morreu com sarampo é antivacinas" é altamente insensível para uma mãe que, independentemente de ser "antivacinas e adepta da homeopatia" viu a filha morrer! Crucifica uma mãe por opções que, sabe-se lá porquê, terá tomado, com toda a certeza, em prol do bem da sua filha. Porventura até por ser uma criança doente...por ter assistido a uma reação adversa (e assustadora para qualquer mãe, acredito...) à toma de uma vacina, por procurar alternativas aos meios convencionais de tratamento, sem descurar os tradicionais (na verdade, a jovem estava hospitalizada). 
Para que fique claro,o que me choca no meio disto tudo é a facilidade que temos em julgar e denegrir quem quer que seja, sem conhecer a verdade dos factos e os motivos de cada um. E a forma como a comunicação social e as redes sociais potenciam esta nossa irracionalidade! Convém esclarecer que, pela minha parte, e no que diz respeito ao assunto em questão:
-sou adepta da vacinação e acho que deveria ser obrigatória porque, mais do que uma questão individual ou familiar, é-o de saúde pública;
- sendo adepta dos meios convencionais de tratamento, não descarto os alternativos como complementares.
Agora:
- ABOMINO o jornalismo (se é que assim se pode chamar) sensacionalista e insensível;
- DETESTO  o jornalismo vazio, que explora até mais não uma notícia, sobretudo quando se trata de uma situação em que os sujeitos da notícia estão em sofrimento (seja por acidentes, incêndios, doenças, mortes ou outros infortúnios);
-PREOCUPO-ME COM OS FANATISMOS que se revelam nos comentários online, em que cada um julga ser o detentor da razão e todos os outros são energúmenos que podem ser maltratados por palavras e ações, esquecendo-nos que somos todos humanos, com direito a errar e a procurar aquilo que achamos ser melhor para nós e para os que amamos, sem que com isso façamos ou desejemos o mal de outros que fazem diferente de nós.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Monumentos e sítios

Hoje é Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. 

A data foi instituída há 35 anos pela ICOMOS -uma associação de profissionais da conservação do património- e foi aprovada pela UNESCO em 1983. O objetivo desta efeméride é, naturalmente, valorizar os monumentos e sítios históricos, promovendo a sua divulgação e conservação. Seguindo esta linha de pensamento, este ano o tema de reflexão é "Património cultural e turismo sustentável".
Um pouco por todo o mundo, por Portugal fora e também em Peniche múltiplas são as atividades que assinalam a data. Podem saber mais aqui e aqui.

PS_Entretanto, sobre um dos monumentos maiores do Concelho de Peniche - a Fortaleza- saíram ontem estaesta notícia. A ver vamos no que isto dá...que a discussão já é antiga e entre muitas outras opiniões que o futuro da Fortaleza suscita, já lá vão quase 9 anos desde que dei a minha humilde opinião acerca deste assunto.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Páscoa

Hoje partilho convosco o texto "A enigmática história da Páscoa", da autoria
de Laurinda Alves, 
desejando a todos 
os que me leem por aqui, 
uma SANTA 
e FELIZ PÁSCOA!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

80 anos

Parabéns RENASCENÇA!
Aos oitenta anos és a minha preferida! Continua assim: com aquela música que sabe sempre ouvir e com a dose certa de informação para andarmos...a par com o mundo! 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Férias, feriados, educação e ignorância...

Mais uma vez, ontem, ao fazer uma Hora do Conto na Biblioteca onde trabalho, me apercebi da ignorância que grassa nos mais novos quando falamos dos motivos pelos quais temos férias ou feriados. Quer sejam de cariz civil ou religioso, na maioria das vezes poucos são os que sabem o que estamos a celebrar ou porque motivo temos férias em determinadas alturas do ano. Ontem, ao desejar-lhes Boa Páscoa! decidi perguntar o que era isso da Páscoa e penso que só um deu uma resposta minimamente acertada.

A realidade é que hoje em dia, com esta mania de "branquearmos" tudo e de sermos "politicamente corretos", acabamos por estar a educar para a ignorância e não para o conhecimento, a tolerância e capacidade de escolha. Respeitar a liberdade religiosa não pode -ou não deve, pelo menos- ser equivalente a não falar das coisas para não ferir suscetibilidades. O Natal é o nascimento de Jesus e a Páscoa é a celebração da sua Ressureição. Ponto! Claro que cada um é livre de celebrar o Natal e a Páscoa desta ou de outra forma (como festa da família, dos amigos, da terra...). Ou pode até nem celebrar de forma alguma! O que não pode é negar a origem das coisas e o seu significado! E pena é que os desconheça (como parece haver quem defenda)!

E para que não julguem que isto é uma questão meramente do foro religioso, dou como exemplo um feriado civil: o 5 de outubro será sempre o dia que assinala a Implantação da República em Portugal e, independentemente do regime /forma de governação que cada um defenda como certo (Monarquia ou República, Ditadura ou Democracia), não me consta que os muitos monárquicos portugueses se neguem a "gozar" o feriado de 5 de outubro. Podem não o celebrar...mas daí a irem trabalhar!...

Nem de propósito, hoje dei de caras com este artigo da Isabel Stilwell - que vai na linha do que tentei dizer acima- e de que destaco a seguinte constatação: "Porque não é só negar aos nossos filhos a oportunidade de conhecer, para poder escolher, é recusar-lhe as ferramentas para compreender a cultura e a mentalidade a que pertencem. Como entenderão as obras de arte que veem nos museus, os livros que leem, a música que escutam num concerto, as raízes da nossa justiça, afinal toda a nossa História?"

Na essência estamos a falar de cultura geral e não de uma escolha religiosa. Sendo cristã católica, a mim não me ofende saber tudo o que puder saber sobre outras religiões e/ou confissões. Como não me ofende saber mais sobre história, matemática ou arte! 
Quanto mais souber melhor poderei escolher e, acima de tudo, compreender e respeitar o que é diferente de mim!
E penso que irmos em sentido contrário, defendendo a ignorância generalizada (para que, aparentemente, todos se sintam iguais em direitos e ninguém se sinta menosprezado ou ofendido) é o maior erro que podemos cometer!