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domingo, 12 de abril de 2020

Rezar a um Deus que dança! XV

E neste Domingo de Páscoa finalizo esta rubrica com mais uma reflexão retirada de "Um Deus que dança"

A palavra PÁSCOA significa passagem e toda a simbologia pascal está associada a renovação, renascimento, vida nova. 
Daí a escolha para hoje deste
"O gosto dos caminhos recomeçados"...

"O que te peço, Senhor, é a graça de ser.

 Não te peço sapatos, peço-te caminhos.

O gosto dos caminhos recomeçados, com suas surpresas e suas mudanças. Não te peço coisas para segurar, mas que as minhas mãos vazias se entusiasmem na construção da vida. 
Não te peço que pares o tempo na minha imagem predilecta, mas que ensines meus olhos a encarar cada tempo como uma nova oportunidade
Afasta de mim as palavras que servem apenas para evocar cansaços, desânimos, distâncias. Que eu não pense saber já tudo acerca de mim e dos outros. Mesmo quando eu não posso ou quando não tenho, sei que posso ser, ser simplesmente. 
É isto que te peço, Senhor: a graça de ser de novo.

PS_ E para maior inspiração deixo este maravilhoso Hallelujah que partilhei há três semanas, mas que não me canso de ouvir!  
ALELUIA!!!

sábado, 11 de abril de 2020

Rezar a um Deus que dança! XIV

E hoje um último capítulo retirado de "Rezar a vida", precisamente intitulada "Sábado Santo"...

"Ao longo dos últimos anos tenho vindo a ganhar mais respeito ao dia de 
Sábado Santo.
É certo que sabemos o final da história: 
a ressurreição. No entanto, tudo pode tornar-se demasiado artificial se apenas se celebra ou vive como cumprimento litúrgico. 
Este dia é igualmente demasiado forte: fala-nos do vazio, do sem-chão, do luto. Mistura-se a desilusão, a ingratidão, onde possivelmente pode ter despontado a raiva  e o ódio nos próprios discípulos: "porque o segui'"; "de nada serviu deixar tudo"; "ele enganou-me". 
Também as memórias dos olhares, dos gestos, das palavras com autoridade de quem sempre quis a vida do outro. 

Se os outros dias têm símbolos como o lava-pés ou a cruz, este nada tem a não ser o silêncio entre o desespero e a esperança de algo novo. 
É um dia mais que racional, emocional. 
Daí ser preciso estar atento aos "sábados santos" da vida. 

Facilmente se pode cair na resignação. Encolhem-se os ombros e, anulando-se mais um pouco,o ser segue a vidinha. Contudo, a esperança da fé convida-nos a integrar os acontecimentos, por mais duros que sejam. Não é fácil, roçando o quase impossível por vezes. 

Nos textos evangélicos, em dois vemos o despontar do que significa esta confusão de sentir. 
Em S. Lucas, os discípulos de Emaús regressam desesperados. 
Em S. João, Maria Madalena chora o desespero. 
Em ambos,o Ressuscitado aparece sem que o reconheçam  imediatamente. Pede-lhes para recontarem os acontecimentos. Hoje é o dia de luto. 
Nos dias de luto estamos com o Ressuscitado, mesmo que não o sintamos. 

Sábado Santo: convite a enfrentar o sentir diante da brutalidade dos  acontecimentos. 

Teologicamente falando, Jesus atravessa a mansão dos mortos, integrando em si a Vida."


PS_ Quem gostou das reflexões retiradas de "Rezar a vida" do Pe. Paulo Duarte, pode continuar a acompanhá-lo pela sua 
página no FB

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Rezar a um Deus que dança! XIII

Nesta Sexta-feira Santa
volto a José Tolentino de Mendonça 
e ao seu 
"Um Deus que dança"  
para partilhar convosco este
 "As mãos invisíveis 
de Deus"...

 "Tomo o desafio daquela anotação deixada por Fernando Pessoa: 
«a realidade é o gesto visível das mãos invisíveis de Deus». 
E rezo a realidade. A minha, a do mundo que conheço, 
a daqueles que ignoro. 
Rezo a realidade: incompleta, imperfeita, sonhadora, descabida, espantosa. Rezo a sua rugosidade, as pregas que fazem doer e também a inaudita transparência, a aventura, o gosto que a realidade tem. 

Saiba eu apenas, Senhor, em cada porção de vida reconhecer o movimento das tuas mãos invisíveis!"

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Rezar a um Deus que dança! XII

E neste primeiro dia do Tríduo Sacro, Quinta-feira Santa, dia em que evocamos a última ceia de Cristo e a instituição da Eucaristia, José Tolentino de Mendonça deixa-nos esta mensagem para ler 
 "Entre Quinta e Sexta-feira Santas"

"Senhor, todas as vidas cabem na imagem quotidiana, quase trivial, do pão que se parte e se reparte. 
As vidas são coisas semeadas, crescidas, maturadas, ceifadas, trituradas, amassadas: são como pão. Não apenas degustamos e consumimos o mundo: dentro de nós vamos percebendo que o mundo também nos consome, nos gasta, nos devora. 
Somos uma massa que se quebra, um miolo que se esfarela, uma espessura que diminui. 

A questão é saber com que consciência, com que sentido, com que intensidade vivemos este tráfico inevitável. Todos nos gastamos, certo. Mas em que comércios? 
Todos sentimos que a vida se parte. 
Mas como tornar esse facto uma forma de afirmação fecunda e plena da própria vida?"

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Rezar a um Deus que dança! XI

A meio da semana rezemos a gratidão, com esta reflexão do Pe. Paulo Duarte, o 9º capítulo de "Rezar a vida": AGRADECER



"Tenho explorado o verbo agradecer. O dia do aniversário é muito bom para isso. Gosto de responder individualmente a quem me parabeniza, mas nem sempre consigo. Por isso, no dia seguinte a um dos aniversários, em dia de vento mais forte, passei pela praia e diante do infinito de mar rezei o abecedário

Já se sabe, não falha nenhum nome e assim agradeci a Deus a beleza da vida presente em rostos, histórias partilhadas  e muitos sorrisos e gargalhadas

No final da tarde, na Missa, a propósito do cego que é curado por Jesus e pela sua fé que o salvou, voltei ao meu propósito a recordar cada letra. Foi a minha forma, tal como disse na homilia desse dia, de reparar. À semelhança de Jesus que pára e repara, assim aconteceu. 
Quantas vezes paro e reparo tanto em mim, como em quem, ou no que está, à minha volta?  

Jesus repara no cego, dando-lhe liberdade, sem impor, e repara a sua cegueira, com esse pormenor tão bonito e forte de reconhecimento da do próprio Bartimeu que o salvou. 

Por isso, gosto de rezar diante do Infinito do Oceano. A fé como expansão de nós, como possibilidade de consciência do imenso a viver e a agradecer, que nos permite reparar nos pormenores e, assim, reparar o que nos impede de ver com maior autenticidade a beleza da Vida."

terça-feira, 7 de abril de 2020

Rezar a um Deus que dança! X

Nesta terça-feira voltamos a 
"Um Deus que dança" e a uma reflexão intitulada 
"Tantas questões que permanecerão sem resposta"

"A vida, Senhor, é um mistério tão grande! 
Por que há o tempo? Por que existimos nós? Por que se ama? Por que se chora? Por que há a noite e o dia, o silêncio e o som? Quem disse a primeira palavra ou fez a primeira pergunta? Por que buscamos todos coisas que não encontramos? 
Diante do enigma da vida, 
tantas questões permanecerão sem resposta! 
Gosto de pensar que, no meio de todo o mistério, 
o essencial brilha na linha de rumo traçada por estas palavras de Jesus:
 Sede Misericordiosos como Deus Pai é Misericordioso  e Ele lançará ao vosso regaço uma medida larga que transborda!"

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Rezar a um Deus que dança! IX

Nesta 2ª feira regresso a"Rezar a Vida" de Paulo Duarte, SJ e o capítulo que transcrevo chama-se "Fé sólida" e relata um diálogo do Pe. Paulo com uma paroquiana...

 - P. Paulo, ouvi-o há pouco na Missa...e como gostava de ter uma fé sólida.
- O que entende por "fé sólida"?
- Que nunca duvidasse. Que sentisse sempre Deus presente na minha vida. Que nunca vacilasse diante do sofrimento ou das crises e maleitas da vida.
- Hmm, pelo que vejo gostava de estar no céu.
- Como assim?
- Com esses absolutos todos, só mesmo no céu, rodeada de anjos e dos santos.

- Mas aí estaria morta!
- Bem, sim, teria atravessado a morte e estaria viva no céu.
- Ui, não tenho pressa.
- Já somos dois. [demos uma gargalhada] A fé, por mais voltas que demos estando por estes caminhos terrenos, implica dúvida e dúvidas. Se pensarmos bem, as dúvidas ajudam a libertar imagens de Deus que nos atravessam o consciente e o inconsciente.  
Sentir Deus na Vida é sentir o seu empurrão ao crescimento, que implica atravessar a descrença e o desespero. No entanto, como disse há pouco falando de Santa Teresinha, o que nos salva é o amor.

- Mas isso é difícil.
- Não impossível. O grande desafio do cristianismo, aliás, da humanidade, é mesmo o amor.
- Então, tenho de desejar é um amor sólido.

- E se for antes um amor simples e autêntico?

domingo, 5 de abril de 2020

Rezar a um Deus que dança! VIII

E neste Domingo de Ramos*,
que dá início à Semana Santa
trago mais um excerto, que é também uma oração, do livro  
"Um Deus que dança", 
do Cardeal José Tolentino Mendonça. 


Chama-se "O teu amor que nos aceita por inteiro"...



 "Rezo esta manhã o Teu amor,ó Deus. 
O Teu amor que nos aceita por inteiro, que abraça o que somos e o que não somos; o que nós fomos e o que nos tornámos. 
O Teu amor que ama as nossa possibilidades infinitas e indefinidas; 
os nossos desabrochares esperançosos e as nossas quedas frustrantes; 
as nossa liberdades insensatas e a nossa timidez hesitante. 
O Teu amor ensina-nos a confiança e continuamente relança a nossa história."

* PS - E, hoje, que é domingo, recordo que  todas as semanas o padre Carlos Caetano, penicheiro, missionário scalabriniano, atualmente ao serviço dos migrantes em França disponibiliza no seu blogue LITURGIA DA PALAVRA, as leituras da missa dominical com um breve e sempre pertinente comentário.

sábado, 4 de abril de 2020

Rezar a um Deus que dança! VII

Sendo o jejum uma das atitudes próprias da Quaresma, hoje escolhi esta reflexão que ocupa a página 72 de "Um Deus que dança"

...uma alternativa ao tradicional jejum de carne este
 "Fazer jejum das palavras"

"Senhor, ajuda-nos a fazer jejum das palavras. Das palavras desnecessárias, ruidosas, poluídas. Das palavras dúplices e opulentas, das palavras injustas, das palavras que divergem e atraiçoam, das palavras que separam. 

Ajuda-nos a jejuar das palavras que Te escondem, das palavras onde o amor não emerge, das palavras confusas, ressentidas, atiradas como pedras, das palavras que muralham a comunicação, das palavras que nada mais permitem senão palavras. 

E que neste jejum abramos mais o coração àquele silêncio onde os encontros verdadeiros se insinuam."
 

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Rezar a um Deus que dança! (VI)

Hoje regressamos ao
e a uma reflexão intitulada
 "Saudades da terra de onde saímos":

"Por vezes tenho saudades de tempo e espaço que não conheço. Até para mim é estranha a sensação. 
A saudade é sentida e vivida a partir da experiência de encontro com pessoas, lugares, situações. Ainda assim, esse desconhecimento causador de saudade não é daqueles desconfortáveis, mas estimulador a fazer caminho em direcção a algo mais fundo ou mais pleno. 
Sim, há saudades de casa. Ou da terra de onde saímos. No mais íntimo sei, sabemos, de onde somos e a vida é o convite a esse regresso à origem, onde há que libertar coisas e coisinhas que impedem o amor. 
As saudades, afinal, tornam-se sinal de que em cada um de nós reside a vontade de regresso ao Paraíso. Na pele latejam em memória viva as marcas da modelagem divina."

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Rezar a um Deus que dança! (V)

Neste 5º dia trago-vos uma reflexão intitulada "Aquela primavera que ainda não vemos" (in Um Deus que dança):

"Estamos demasiado habituados a rezar as nossas alegrias ou as nossas dores, as nossas esperanças ou os nossos desalentos.

No fundo, rezamos aquilo que está manifesto, desenhado por um sorriso ou por uma lágrima, assinalado por uma data...
Hoje queria rezar aqueles sentimentos intermédios, aquelas vontades secretas que nos habitam, aqueles sonhos que pulsam ainda sem uma forma definida, mas que nos colocam no caminho da esperança e da escuta. 

Protege em nós, Senhor, a semente daquela Primavera que ainda não vemos mas cuja gestação escondida o Teu Espírito já começou."

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Rezar a um Deus que dança! (IV)

Neste 4º dia voltamos a
  Um Deus que dança com este "Todos os dias a vida recomeça":

"É bom saber, Senhor, que todos os dias a vida recomeça. 
A força criadora da vida não se empalidece no labirinto dos afazeres, nem a destroem a turbulência de certas geografias ou a penumbra de algumas horas. 
A vida, a nossa vida, mesmo frágil e trémula é soberana. Pode sempre refazer-se, transfigurar-se, vestir-se de música súbita.
A vida parece-se à dança, humilde e fantástica, que os pássaros desenham - coisas para sabermos antes de todas as aprendizagens."

terça-feira, 31 de março de 2020

Rezar a um Deus que dança! (III)

Hoje trago-vos um trecho do capítulo "Os nós e os laços familiares" de Rezar a vida, de Paulo Duarte, SJ:

"O papa Francisco fala e recorda muitas vezes a família, pela sua importância estrutural na sociedade (...) As famílias devem ajudar as pessoas a crescer por si mesmas, com sentimento de pertença, sim, mas, sobretudo, vivendo com aquilo que são. Só assim as pessoas crescem individualmente mas também com um sentido comunitário, de que são unos e parte de um todo maior, composto por todos nós, e onde, juntamente, somos chamados a ser e fazer parte. 

É também com a ajuda das famílias que aprendemos a identificar e conquistar o nosso lugar no mundo. Não o lugar que a família nos destina, aquele que seguimos por destino ou tradição, mas aquele que nos cabe por vocação, missão e paixão. Nós não podemos ser reduzidos ao que fazemos, mas o que fazemos tem muito de nós.

Assistimos hoje a uma quebra dos laços familiares, por um lado, e a uma abertura do conceito de família, por outro.  
Em sentido positivo, as famílias alargam-se porque encontram lugar para novos laços. 
As novas relações dos casais que se divorciam, os filhos que, entretanto, nascem e passam a ter irmãos que vieram antes, as famílias que, na melhor das hipóteses, se fundem e passam a ser uma só. 
Num sentido negativo, e durante os anos em que fui professor, pude assistir a uma desagregação dos laços entre pais e filhos, em muitos casos mantendo o lado funcional do amor, mas obliterando o gesto, o toque, o abraço. No fundo, a linguagem universal do afecto.

Portanto, sim, é importante a Igreja apoiar o indivíduo  mas é igualmente  importante trabalhar a família, para que possamos tomar consciência da responsabilidade que temos na relação uns com os outros. É na vida de todos os dias que isto se faz, na abertura da Igreja a todos, porque o quotidiano fala muito mais  do que imaginamos. A vida faz-se muito mais dos pormenores do que dos grandes temas."

segunda-feira, 30 de março de 2020

Rezar a um Deus que dança! (II)

Na sequência do post de ontem e nesta Segunda-feira em que muitos estamos em teletrabalho, confinados às quatro paredes da nossa casa, mas igualmente a braços com toda a dinâmica doméstica
...acrescida, porventura, da gestão de filhos de idades diversas (cada um com as suas necessidades), pareceu-me oportuna esta Oração do Tempo que surge na página 67 do livro Um Deus que dança, do Cardeal Tolentino Mendonça


"Senhor, de todas as perguntas com que Tu me deixas, há uma que cresce dentro de mim: «que fazes do teu tempo?» 
Sabes, perco-me nas tarefas, nas voltas a dar, nesta e naquela responsabilidade, num imprevisto...e  no meio disto tudo, confesso, o tempo da minha vida assemelha-se mais a uma fuga que a uma sementeira.
Hoje queria pedir-te que me desses a sabedoria de viver e de repartir o meu tempo. Ajuda-me a realizar o meu trabalho e o meu lazer, o meu esforço e a minha pausa como tempos de dádiva e de encontro. Como tempos que não sejam apenas tempo, mas circulação de vida, de entusiasmo, de criação e de afecto".

domingo, 29 de março de 2020

Rezar a um Deus que dança! (I)

A Quaresma começou há 33 dias...
Há já 15 dias que estou em isolamento social (salvo as duas ou três saídas que foram necessária,s mas tão rápidas e asséticas quanto possível)... 
E de hoje a 15 dias será Domingo de Páscoa!

E neste domingo, Dia do Senhor, dei por mim a pensar que se (pessoalmente) já estava a ter uma Quaresma atípica, no meio da estranheza destes dias a coisa não melhorou. 
Tem-me faltado (por incrível que possa parecer) esse tempo de paragem, de oração...não necessariamente uma oração ritual..mas aquele tempo em que verdadeiramente desligo da azáfama do dia a dia... para me ligar a algo maior.

Por isso, até Domingo de Páscoa vou partilhar convosco pequenos trechos de um destes dois livros que me vão ajudar a mim (e a quem mais queira) a rezar nesta quinzena que antecede a festa maior da PÁSCOA:  
Um Deus que dança do Cardeal José Tolentino Mendonça 
e Rezar a vida do sacerdote jesuíta Paulo Duarte.
  
*
Hoje, deixo trechos da Introdução de Um Deus que dança

Um Deus que Dança – Post-It Literatura"Nietzshe deixou escrito que só acreditaria num Deus que dance. Humildemente apetece-me ajuntar: eu também. De facto, aquilo que parece ser apenas um severo emblema de negação, pode tornar-se em fórmula para segredar a crença. 
Acredito num Deus que dança: isto é, num Deus que não se isenta do devir, nem permanece neutral às nossas histórias. Acredito num Deus imiscuído, engajado, detectável até pelo impreciso radar dos sentidos, susceptível de ser invocado pelos motores de busca das nossas persistentes interrogações ou do nosso silêncio (...) 
A oração não se constrói de palavras, mas de relação. Não são as palavras o mais importante, mas a celebração de um encontro (...) Vital na oração é mesmo a experiência do encontro. As palavras são apenas o assobio que anuncia os passos do viandante que chega ou que parte..."